terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

NAZIS-DEZ MESES NA ALEMANHA EM GUERRA



...Perguntar-me-ão, os leitores do Blogue...mas que livro é este?.. Que posso eu dizer?...O título diz tudo...
Passo então a explicar....antes de mais importa referir de que foi mais uma "descoberta" que fiz hoje, num alfarrabista de Lisboa.
Sinceramente, e desculpem-me a ignorância, mas não conhecia este livro, nem o seu autor, mas ao ler algumas partes do livro, fiquei abismado com a escrita simples.
Um livro que nos conta a experiência deste jornalista Português (germanófilo, entenda-se, mas antes de tudo Português), que viveu na Alemanha durante 10 meses, desde Novembro de 1940, até ao Verão de 1941, quando as tropas germânicas, já se encontravam em plena Rússia.

Relata-nos a Alemanha de então, completamente ao contrário, do que estamos habituados a ver e a ouvir repetidamente nos dias de hoje.
De salientar que nessa altura, quando da estadia na Alemanha, Metzner o autor, a Alemanha vivia os seus tempos gloriosos da Guerra....onde a guerra parecia correr de feição aos alemães...

Aliás neste blogue, já publiquei aqui outro livro, que nos conta o relato da estadia de outro Português o Visconde do Porto da Cruz, com o título "Como vi o fim da Guerra na Alemanha".
http://viriatosmilitaria.blogspot.pt/2013/02/como-vi-o-fim-da-guerra-na-alemanha.HTML

Direi que o livro acima referido no link, se trata do "complemento", deste livro que hoje aqui divulgo.
Cada um, com as suas visões, uma a do ínicio da guerra, enquanto o outro relata-nos a tragédia do final da guerra. Ambos interessantes.


Passo a citar algumas passagens do Prefácio do livro de Metzner:

«Vivi dez meses na Alemanha em guerra como jornalista estrangeiro adido ao Ministério das Relações Exteriores do III Reich, em Berlim;"

«Este livro não é para intelectuais.Foi escrito sem preocupações literárias e para ser compreendido por toda a gente: operários, trabalhadores, assalariados e funcionários-que são, na pequenez, na sua modéstia e pelas suas qualidades, os reais obreiros do que há de perdurável e eterno no nosso Portugal"

« Mas o que pretendo não é, verdadeiramente escrever um livro antidemocrático"

« Cheguei a Berlim por uma tarde chuvosa dos primeiros dias do segundo Novembro da guerra»

« De tudo isto ressalta que os Portugueses de hoje, devem cuidar do futuro da sua Pátria, entrando em contacto directo com as realidades de hoje-e não estragando o sono sepulcral dos Gamas e dos Albuquerques»

«Agora ser bom Português, já não é descobrir rotas marítimas; é ter o bom senso necessário para guardar integralmente o que ainda nos resta da preciosa herança que recebemos»....

«Lisboa, Setembro de 1941»



 (TESE DE MESTRADO SOBRE A PROPAGANDA ALEMÃ-UNIVERSIDADE DE LISBOA)
 
Na sua obra Nazis: 10 meses na Alemanha em guerra, empreende um relato quase panegírico da sua viagem à Alemanha e à capital do III Reich, num tempo bastante difícil. A analogia que faz da figura do soldado marcial «[.] que parecia arrancada a uma estampa do «Signal» a um ser indestrutível, e, todo o cenário que descreve aquando da sua chegada ao aeroporto berlinense de Tempelhof, é elucidativa da consideração e admiração que nutre pelo regime Nazi. A enumeração que faz do aprazível lugar que é Berlim far-nos-ia crer que encontrava perante um sistema utópico não-terreno, com um urbanismo irrepreensível que coexiste em perfeita harmonia com povo, porta-estandarte de inúmeras virtudes. Apenas o surpreende as formalidades alfandegárias de que é acometido após o desembarque, onde se vê rodeado de impressos com inúmeras perguntas. Num dos impressos tivera que se descrever pormenorizadamente (estatura, cor do cabelo, cor dos olhos, etc.). A sua filiação também é necessária. É digno de nota o seu reparo às afirmações da propaganda inglesa em relação ao efeito das bombas largadas em Berlim . para o efeito, serve-se do exemplo da estação central dos caminhos-de-ferro: «Anhalter Banhof, a famosa estação central dos caminhos de ferro de Berlim, dada como totalmente destruída pelas bombas dos aviões britânicos . estavam ali, diante de mim, envolta nos últimos clarões de um triste poente outonal, sólida como um bloco de granito. E lembrei-me dos grandes títulos da Imprensa lisboeta, nessa manhã célebre em que mais de metade de Berlim foi arrasada. pelos telegramas de agências londrinas.». Metzner Leone só começa a sentir os efeitos práticos da guerra, quando é confrontado com a falta das necessárias senhas de racionamento. Mesmo assim, não hesita em descrever uma luxuriante refeição face ao que podia ser proporcionado num estado de guerra: «Eu tinha chegado a Berlim havia mais de uma semana . e não estava mais magro, nem mais fraco, nem abatido, apesar da «fome tremenda» ocasionada pelo racionamento que, ainda assim, me concedera nessa noite . lembro-me bem! . um caldo agradável, uma truta fresquíssima, e um assado magnífico de porco selvagem.». O render da guarda no monumento nacional alemão erigido em memória de todas as guerras em que a Alemanha participou, deixa-o deslumbrado . a postura dos soldados alemães:
 
«No último degrau da escadaria que conduz à entrada estavam perfilados, rígidos, hirtos como estátuas, dois soldados alemães. E esses dois homens que pareciam estar de guarda a um tesouro, firmes como se fossem talhados na mesma pedra do próprio edifício que guardavam, desprendiam de si uma impressão serena e profunda de força e confiança.». Não será despiciendo chamar a atenção para uma espécie de contradição em que entra o autor, nessa obra que supostamente elucidaria as mentes mais simples, pois não era uma obra destinada a intelectuais, dotando-os com uma visão meramente jornalística: «operários, trabalhadores, assalariados e funcionários que são, na sua pequenez, na sua modéstia e pelas suas qualidades, os reais obreiros do que há de perdurável e eterno no nosso Portugal. Foi para êles, para os que constituem a massa anónima na qual residem tôdas as energias, da que escrevi neste livro . que não é de política porque não ultrapassa os limites de uma reportagem, que não é da propaganda estrangeira porque é verdadeiramente sentido por um
português.».
 
O facto de a obra ser escrita num português acessível, pode deixar entrever uma certa vertente propagandística ao querer abranger um público alargado.
Ao lermos esta obra, assistimos a uma espécie de panegírico das virtudes, não dos alemães mas antes sim, dos ideais por que aqueles se norteiam, i.e., o ideal nazi.
Eduardo Metzner Leone consegue explicar quase todas as questões delicadas, levando a que a imagem idílica dos nazis saia imaculada, com argumentos que quase parecem lógicos. Aponta o dedo ao estafado Tratado de Versalhes como a
consequência óbvia para os acontecimentos que se lhe seguiram, como a Revolução Nazi. A Democracia, o mal de todos os males vê-se ameaçada por um ideal de vida que constata: «Em dada altura, depois de durante anos e anos ter negado a sua própria doutrina, a Democracia olhou para a Alemanha, e observou: «não há tuberculose sem assistência, não há sifilíticos, não há prostituição organizada, não há desempregados, não há famintos, não há analfabetos.» Então, atónita, a Democracia verificou: « ....logo, não há. Uma casta de sujeitos endinheirados que viva sem outras preocupações que as de gozar e de prosperar à custa da miséria material e moral dos analfabetos, dos famintos, dos desempregados, da prostituição, dos sifilíticos e dos tuberculosos»
 
Metzner Leon (1914-1986)
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 



 



 


sábado, 1 de fevereiro de 2014

MOCIDADE PORTUGUESA: II MARCHA DE CAMARADAGEM








Mais uma boa compra, já que tive a sorte de encontrar este livro sobre a História da II Marcha da Mocidade Portuguesa. Um livro que vale a pena, para quem procura estudar esta época.
Lista dos Participantes, dos dirigentes, objectivos da Marcha, organização, itinerários,em suma, imensa informação sobre esta marcha.

Junto, ainda um lote de condecorações da Mocidade pertencente a um dos Participantes desta Marcha, neste caso Dirigente e sub-inspector dos Serviços Administrativos da mesma, bem como o respectivo relatório assinado pelo Delegado Provincial da Estremadura, Major Raul Pereira de Castro, e Director da Marcha.Este lote pertence ao colaborador deste blogue, e meu amigo Zé Marques.





A primeira Marcha, foi realizada em 1949, com a ocupação simbólica dos Castelos e lugares históricos de Portugal,tais como a Torre de Belém, Castelo de S.Jorge, Sesimbra, Palmela, Óbidos e Leiria.



                                                            (Colecção Zé Marques)
 
                                                             
                                                      





MEDALHA DE PARTICIPANTE NA II MARCHA
                                     MEDALHA DE PARTICIPANTE NA II MARCHA (REVERSO)

                                             LOTE DO DIRIGENTE DA MOCIDADE



domingo, 26 de janeiro de 2014

DIVISÃO AZUL-MEDALHA DE LA "VIRGEN DEL PILAR"

 
 
MEDALLA VIRGEN DEL PILAR PARTE FRONTAL
(colecção Viriatos Militaria)
MEDALHA VIRGEN DEL PILAR (REVERSO)
 
Durante o período em que a Divisão Azul Espanhola de Voluntários, (onde se incluíam alguns Portugueses), esteve na Rússia, a Secção Feminina da Falange, durante a época Natalícia, enviava pequenos cabazes de artigos variados, para os soldados Espanhóis,que estavam na frente Leste. 
Estes pequenos cabazes de Natal, eram conhecidos por "Aguinaldos".Durante toda a guerra, foram distribuídos três Aguinaldos, durante o Inverno de 1941-1942, Inverno 1942-1943, e finalmente durante o Inverno de 1943-1944.Durante este último Inverno, não à Divisão Azul, mas sim à Legião
Espanhola de Voluntários, (LEV)  nova designação da divisão Espanhola, após a retirada oficial da Divisão Azul.
 
                SECÇÃO FEMININA DA FALANGE PREPARANDO OS "AGUINALDOS"




                                                    NOTICIÁRIO ESPANHOL NO-DO

 
Esta medalha não se trata de uma condecoração propriamente dita, mas antes a Medalha Oficial do XIX Centenário da Virgem do Pilar. A Medalha foi enviada aos voluntários da Divisão Azul, como uma forma de "protecção" das vidas dos soldados da Divisão que combatiam na Rússia, na sua cruzada contra o comunismo.
Foram fabricadas cerca de 18,000 unidades.A medalha apresenta-se de côr prateada, redonda, de 32mm de diâmetro.Na parte frontal, leva a Nossa Senhora do Pilar coroada, com túnica e manto.
No reverso da medalha, temos a imagem da Basílica do mesmo nome, com a legenda ao seu redor "XIX CENTENÁRIO DE LA VIRGEN DEL PILAR" ano de 1940, Zaragoza.
Fabricada em 1940 pela casa de Pedro Faci de Zaragoza, foi enviada para a frente Russa, pela secção Feminina da Falange, durante o "Aguinaldo" de 1941-1942.
Considerada hoje como uma Medalha Rara.O seu valor ronda os 50 Eur.

 



                        MEDALHA DA SECÇÃO FEMININA ESPANHOLA DA FALANGE
                         COMEMORATIVA DA VITÓRIA NACIONALISTA -MAIO 1939
                                                      (colecção Viriatos Militaria)
 
 
 
Bibliografia: "CONDECORACIONES Y DISTINTIVOS DE LA DIVISION AZUL", de António Prieto Barrio e Manuel Perez Rubio.

domingo, 19 de janeiro de 2014

FRANCISCO FRANCO- A PRIMEIRA BIOGRAFIA DO "CAUDILLO"

Postal Original com facsimile assinatura do"GENERAL FRANCO"

Tive a oportunidade de adquirir na Alemanha a primeira biografia do General Franco,esta datada de 1939, logo publicada, depois da vitória da Guerra Civil de Espanha.Já tinha sido publicada em Espanha, nomeadamente no ano de 1937, a biografia de Franco, do mesmo autor, contudo em língua Castelhana.

                                                       

O seu biógrafo era Joaquin Arráras.Neste caso a obra foi traduzida para a língua Alemã.
Livro extremamente raro.(traduzido em alemão gótico)

Ver aqui link sobre este escritor: http://es.wikipedia.org/wiki/Joaqu%C3%ADn_Arrar%C3%A1s

A particularidade desta obra é que está traduzida em alemão, e em gótico.








 






 


                    Postal Legion Condor-Banda de Braço Ex Combatente Nacionalista
                                Distintivo Falange e Distintivo Efigie de Franco.
 
Verso Postal Legion Condor-Marca Banda de Braço M5055 (Ex Combatente região Madrid)
 

          Banda de Braço Ex Combatentes Nacionalistas da Guerra Civil e Divisão Azul
           Marca "M 5055" (Ex combatente Nacionalista da Região de Madrid)



domingo, 12 de janeiro de 2014

GUERRA CIVIL DE ESPANHA-"CARTAZ PROPAGANDA NACIONALISTA"



Olá a todos,

Este é o meu primeiro post deste ano, e por isso desejo a todos os seguidores e leitores, um excelente Ano de 2014.

Tive a oportunidade, por mero acaso, de adquirir este cartaz de Propaganda Nacionalista ORIGINAL de época, em Moldura Original, e devido à raridade  não hesitei em comprá-lo por um preço que considero "justo". Chegou-me ontem de Barcelona.

Este cartaz, apresenta os lideres Nacionalistas-Hitler, Mussolini, e Salazar que apoiaram Franco na Guerra Civil de Espanha.
Peça bastante decorativa.
As fotos detalhadas em baixo.