Blog dedicado a toda a iconografia e memorabília dos diversos Nacionalismos Europeus. (1926-1945)Dirige-se essencialmente a coleccionadores e curiosos desta temática bastante rica em uniformes, distintivos, e condecorações. Abrange também o período da 1ª Guerra Mundial (1914-1918) AVISO: Este não é um blogue de carácter politico.Pretende apenas mostrar alguns aspectos da recente História passada, sem complexos e tabus.Trata-se apenas de um espaço de carácter histórico.
sábado, 27 de abril de 2013
CORRESPONDÊNCIA DE UM DIPLOMATA DO III REICH
Há cerca de 15 dias estive na Feira da Ladra, onde por acaso encontrei este livro, e que achei bastante interessante.Não hesitei em comprá-lo.
Fala-nos da correspondência do ministro Veiga Simões,então ministro plenipotenciário da Legação Portuguesa em Berlim, entre os anos 1933-1939, periodo este que coincide com a tomada do poder dos Nacionais Socialistas, até ao eclodir da guerra, em 1939.
Assistiu portanto a um dos períodos mais complicados, do sec XX.
As criticas indirectas ao Nacional Socialismo que estão subjacentes na sua correspondência enviada ao Ministério dos Negócios Estrangeiros Português,através dos ofícios e telegramas, custaram-lhe a exoneração e o exilio, em Paris, onde viria a falecer em 1954.
Foi substituído em 1940, por Nobre Guedes, assumido germanófilo.
DEZ ANOS DE POLITICA EXTERNA (1936-1947)
A NAÇÃO PORTUGUESA E A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL (editado em 1967, pelo MNE)
http://issuu.com/bmmt-arganil/docs/telegramas_1938?mode=embed&layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&showFlipBtn=true
A.VEIGA SIMÕES (Arganil 1888-Paris 1954)
sexta-feira, 12 de abril de 2013
MEDALHAS FASCISTAS ITALIANAS PERIODO "VENTENNIO"
MEDALHAS E DISTINTIVOS PERÍODO FASCISTA
No campo do coleccionismo, é um facto comprovado que a Militaria Italiana, "não traz" a mesma atenção e o mesmo "fulgor" que a Militaria Alemã.
Contudo, a qualidade e os detalhes das medalhas/distintivos é tão bom ou melhor se comparados com os dos alemães.
No que respeita ao "campo Italiano", é certo que os preços não atingem, o mesmo nível que o "campo Alemão", contudo, nos últimos anos a procura tem aumentado, talvez porque a Militaria Alemã, tenha atingido preços que não são para todos, e daí, talvez alguns coleccionadores se terem "virado" para a Militaria Italiana.
Acrescento ainda que qualquer distintivo da Republica Social Italiana (Setembro 1943-Abril 1945), actualmente é tão caro, ou até mais caro como qualquer distintivo Alemão.
Hoje, estas medalhas e distintivos, começam também a rarear, tendo como consequência inevitável o aumento dos preços. Uma coisa é certa quanto "mais Fascista" mais caro se torna.
Medalhas descricção: (da esq para a direita)
-MEDALHA FASCISTA "NOI TIREREMO DIRITTO" ( nós cortamos a direito)
-MEDALHA ITALIANA "MADRI DEI CADUTI IN GUERRA"
-MEDALHA G.I.L-MEDALHA DESPORTIVA DA JUVENTUDE FASCISTA
-PAR DE FASCIOS PARA GOLA DE CASACO-MODELO PARA OFICIAIS DA MILICIA (M.V.S.N)
RETRO DISTINTIVOS
Medaglia di bronzo, distintivo d'onore, per le Madri dei caduti in guerra
-Esta Medalha foi instituída logo a seguir à 1ª GM, através do Decreto Real de 19 de Janeiro de 1922, e foi distribuída, às mães dos filhos caídos durante a 1ªGM, Guerra da Etiópia, Guerra de Espanha, Campanha da Albania e Grécia.
Como curiosidade esta medalha foi fabricada com o bronze dos canhões, apresados aos alemães/austriacos.
As mães para terem direito à medalha teriam que reconhecer que os filhos tinham sido mortos em combate, ou então mortos, na sequência de feridas de guerra.
Existe ainda outra versão, de 1956, relativa às mães que perderam um filho na 2ªGM, mas a mãe que abraça o seu filho, é ligeiramente de maior dimensão.
Há também quem chame a esta medalha "Medaglia delle vedove di Guerra"-Medalha das viúvas de guerra.
No retro tem a seguinte inscricção:
IL FIGLI / CHE TI NACQVE / DAL DOLORE / TI RINASCE "O BEATA" / NELLA GLORIA / E IL VIVO EROE / "PIENA DI GRAZIA " / E TECO (the son which was born out of you in pain, is reborn to you, o blessed one, full of glory and he lives as a hero. with gratitude; o filho que te nasceu da dor, renasce na gloria e viverá como heroi)
DETALHES IMPRESSIONANTES DESTA MEDALHA
(perfeitamente vísivel a marca de fabricante por baixo da pescoço do Duce)
MEDALHA DESPORTIVA DA GIUVENTÙ ITALIANA DEL LITTORIO
(No retro, na parte onde não existe nada escrito, seria para inscrever a modalidade, e o lugar na competição, tal como na Mocidade Portuguesa)
domingo, 7 de abril de 2013
EXPOSIÇÃO NO ESTORIL SOBRE A 2ªGUERRA MUNDIAL
Exposição tem lugar nos antigos correios do Estoril, perto do Tamariz.
Como certamente sabem, a zona do Estoril, foi alvo de ínúmeras histórias de espiões, durante a 2ªGM.
É sem dúvida uma excelente iniciativa da Câmara Municipal de Cascais.
Para breve fotografias deste evento.
A visitar.
domingo, 31 de março de 2013
REVISTA MILITAR ESPANHOLA "ARES"
Hoje último dia de Abril e Domigo de Páscoa, passo a destacar uma revista de História e de actualidade Militar que trouxe de Espanha- a Revista "ARES" e que achei bastante interessante, especialmente porque este número específico trata do 70º Aniversário da Batalha de Krasny-Bor.
Sobre esta batalha já foi referido aqui no blogue, em artigo publicado anteriormente, que participaram alguns Portugueses integrados na Divisão Azul.
VER AQUI http://viriatosmilitaria.blogspot.pt/2013/02/70-aniversario-participacao-portuguesa.html
Na contracapa da Revista, podem ver a publicidade de um livro sobre a "LEGIÃO CONDOR", que será certamente um "must", para quem colecciona este tema.
terça-feira, 26 de março de 2013
A POLICIA POLITICA NO ESTADO NOVO
CRACHATS DISTINTIVOS DA PIDE/DGS (1945-1974)
Hoje vou abordar de forma sucinta alguma informação sobre a Policia Politica do Estado Novo, conhecida como PIDE.Apresentarei dois distintivos, da PIDE/DGS, que hoje poderemos já considerar muito raros.
Estes foram fabricados entre 1945 e 1974, tendo ambos por isso mais de 40 anos.
Ambos são numerados, na parte detrás, mas por razões de sigilo, não irei publicar os números.
A 19 de março de 1933, é realizado um plebiscito nacional para aprovação ou recusa da nova Constituição que havia sido proposta pelo Governo em 1932. O "sim" ganha com larga maioria e a nova Constituição é aprovada. Com a entrada em vigor da Constituição de 1933, acaba a Ditadura Nacional e entra em vigência o Estado Novo.
Pelo Decreto-Lei n.º 22 992 de 29 de Agosto de 1933, a Polícia Internacional Portuguesa e a Polícia de Defesa Política e Social voltam a ser fundidas num único organismo que passa a ser a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado. A PVDE inclui duas secções, a de Defesa Política e Social e a Internacional. A primeira é responsável pelo combate aos crimes políticos e sociais. A Secção Internacional é responsável por verificar a entrada, permanência e saída de estrangeiros do Território Nacional, a sua detenção se se trata de elementos indesejáveis, a luta contra a espionagem e a colaboração com as polícias de outros países.
Durante o seu período de existência destacaram-se as suas atividades contra as infiltrações em território português de elementos antagónicos durante a Guerra Civil de Espanha, as suas atividades como polícia política e as suas atividades de contra-espionagem durante a Segunda Guerra Mundial.
Em 1945, foi substituída pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado.
2- P.I.D.E-POLICIA INTERNACIONAL DEFESA DO ESTADO
Em 1945, através do Decreto-Lei n.º 35 046 de 22 de outubro, a PVDE é transformada na Polícia Internacional e de Defesa do Estado. À PIDE são atribuídas funções administrativas e funções de prevenção e combate à criminalidade. No âmbito das suas funções administrativas, competia à PIDE a responsabilidade pelos serviços de emigração e passaportes, pelo serviço de passagem de fronteiras terrestres, marítimas e aéreas e pelo serviço de passagem e permanência de estrangeiros em Portugal. No âmbito das suas funções de prevenção e combate ao crime, competia à PIDE fazer a instrução preparatória dos processos crimes relacionados com a entrada e permanência ilegal em Território Nacional, infrações relativas ao regime das passagens de fronteiras, dos crimes de emigração clandestina e aliciamento ilícito de emigrantes e dos crimes contra a segurança interior e exterior do Estado.
Pelo Decreto n.º 39 749 de 9 de agosto de 1954, a PIDE é reorganizada, sendo prevista a sua instalação também nas ilhas adjacentes e no Ultramar. No entanto, essa instalação só ficará completa já na década de 1960. O mesmo decreto também torna a PIDE no único organismo com competência para a troca de informações de segurança com serviços similares de outros países.
Em 1968, na sequência de um acidente sofrido, Salazar é substituído por Marcelo Caetano na Presidência do Conselho de Ministros.
No contexto das suas funções no setor da segurança do Estado, destaca-se a importância da actividade da PIDE na neutralização da oposição ao Estado Novo.
A PIDE exercia actividade em todo o território português no sentido de evitar dissidências nas organizações civis e militares, usando meios e métodos baseados nas técnicas alemãs aplicadas na Gestapo, é considerada por muitos historiadores uma das polícias mais eficientes de sempre. Justificava as suas actividades com o combate ao internacionalismo proletário e comunismo internacional.
A PIDE era temida pela utilização da tortura e foi responsável por alguns crimes sangrentos.
Durante a Guerra do Ultramar, a PIDE, até aí virtualmente ausente dos territórios africanos, assumiu nos três teatros de operações a função de serviço de informações e - constituindo, enquadrando e dirigindo milícias próprias, os Flechas, compostas por africanos, por vezes desertores das guerrilhas - colaborou com as forças militares no terreno. Neste âmbito, poderá a sua acção ter também ultrapassado as fronteiras; com efeito, são-lhe atribuídas responsabilidades, quer no atentado que vitimou o dirigente da FRELIMO Eduardo Mondlane, quer na manipulação dos descontentes do PAIGC que, num "golpe de Estado" dentro do partido, assassinaram o dirigente independentista Amílcar Cabral.
A PIDE é extinta em 1969, pelo Decreto-Lei n.º 49 401 de 24 de novembro, sendo criada em sua substituição a Direção-Geral de Segurança.
CRACHAT DA DGS (1969-1974)
3-D.G.S-DIRECÇÃO GERAL DE SEGURANÇA
A Direção-Geral de Segurança ou DGS foi um organismo português de polícia criminal existente entre 1969 e 1974.
Apesar das suas funções incluirem, para além da segurança do Estado, a fiscalização dos estrangeiros, o controlo das fronteiras e o combate ao tráfego ilegal de emigrantes, historicamente, a DGS foi, essencialmente, uma polícia política responsável pela repressão politica, e sem controlo judicial, de todas as formas de oposição política ao Estado Novo.
A DGS foi criada em 1969, para suceder à Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), pelo Decreto-Lei n.º 49 401, de 24 de Novembro de 1969, do governo de Marcello Caetano.
Foi extinta no continente e ilhas em 1974, na sequência da Revolução de 25 de Abril, pelo Decreto-Lei n.º 171/74
O seu último director foi o Major Silva Pais.
RUA ANTÓNIO MARIA
CARDOSO LISBOA - SEDE DA PIDE/DGS
CRACHAT DA PIDE (1945-1969)
domingo, 17 de fevereiro de 2013
MOCIDADE PORTUGUESA-DISTINTIVO DE PLANADORES
DOCUMENTO PERTENCENTE A UM FILIADO DA MOCIDADE PORTUGUESA
FILIADO DA MP-ALEMANHA SETEMBRO 1943
Chegou a vez da Mocidade Portuguesa...já algum tempo que não publicava nada sobre a Mocidade Portuguesa.Hoje vou inserir o distintivo da Mocidade Portuguesa de "PAIRADOR"...vulgarmente chamado planadores.
Em 1934, antes da criação da Mocidade Portuguesa, já existiam alguns Portugueses que se dedicavam ao voo sem motor.Foi o caso do Engº Varela Cid, que criou o primeiro planador, tendo sido pilotado pelo Tenente Aviador Paulo Viana.
DISTINTIVO FILIADO MOCIDADE PORTUGUESA
O mesmo Varela Cid, meses mais tarde, a convite do AeCP, proferiu uma conferência na Sociedade de Geografia em Lisboa, defendendo de forma decidida a criação de escolas de voo sem motor, onde, além da construção de planadores e do ensino do voo, pudesse haver um rigoroso ensino teórico.
O salto seguinte dá-se na Figueira da Foz, em 1935: o Tenente Meneses e Alberto Sotto Mayor, mais ajudantes, constroem, em apenas três meses, um planador Sablier 10 (um monoplano com 10m de envergadura, asa com corda de 1,4m, e 75 kg de peso), com o qual fazem diversos voos por reboque auto.
Ainda no mesmo ano (1935) a convite directo do AeCP (feito através do seu Vice-presidente
Pinheiro Corrêa) uma elegante e franzina jovem alemã, já famosa pelos seus feitos aeronáuticos
no voo à vela, a indomável Hanna Reitsch (colaboradora do Professor Georgii e aluna do famosíssimo Wolf Hirth), visita Portugal. Reitsch, juntamente com os seus camaradas Hans Fischer e Oeltzschner, participam no "Meeting Internacional de Aviação”, da Amadora, onde fizeram “demonstrações admiráveis”. Pouco antes de partir, Hanna Reitsch, proferiu uma conferência sobre o Voo à Vela na Legação da Alemanha em Lisboa.
HANNA REITSCH
Com apoio do regime Nazi, com o qual Portugal tinha excelentes relações, convida para vir a Portugal – para proferir conferências e aconselhar a organização que se preparava -uma personagem mítica do Voo à Vela internacional o Professor Walter Georgii, homem forte da poderosa DFS -
Deutsche Forschungsanstalt fur Segelflug, e director do célebre Instituto de Darmstadt (uma das
profícuas Akafliegs, que hoje preparam os jovens engenheiros aeronáuticos alemães, fazendo-os os mais “práticos” do mundo), Georgii - já célebre mundialmente pela sua investigação em voo à vela e por ter aberto o caminho para o voo térmico -, profere em 13 de Fevereiro de 1937 no Teatro Nacional em Lisboa uma conferência e mostrou diversos filmes com voo de planadores, que deixou
entusiasmadíssimo o vasto auditório cheio de rapazes da Mocidade Portuguesa, de representantes da Aeronáutica Militar e de outros convidados.Pouco depois, em 13 de Setembro de 1937,com o apoio da Alemanha e com material aéreo adquirido pelo Estado Português, adquirindo o melhor planador bilugar do mundo ao tempo: o Kranich I, inicia-se assim no Grupo de Aviação da Amadora
o primeiro curso “de voo à vela”.
Registe-se a sofisticação desta iniciativa, num tempo em que no resto do mundo se aprendia a
voar de “pairador” lançando os alunos em encostas com planadores monolugares de
Em Setembro de 1937,foi introduzido na Mocidade Portuguesa o voo em planador.Este tipo de voo já era utilizado primeiramente pelos Fascistas Italianos,(jovens Ballilas) e mais tarde pelas Juventudes Hitlerianas.Os mais habilitados ao voo de planadores, seriam mais tarde alguns deles os futuros pilotos de combate aéreo, dos Fiat, dos Stukas, ou dos Messerchmidt.
1938 Elementos da MP na Alemanha.Saliento os distintivos de voo sem motor, colocados por cima do bolso esquerdo dos filiados.Certamente de fabrico alemão.
No aérodromo da Amadora 12, os membros mais experimentados da Mocidade Portuguesa tiveram a sua primeira formação.Todas as tardes os monitores Alemães da esquadrilha, Karl Bauer e Hans Scholz, iniciaram os alunos nos segredos do voo sem motor.
Para tal, a Mocidade Portuguesa dispôs de um aparelho.A 14 de Outubro de 1937, o ministro Alemão, Von Hoyningen-Huene, assistiu em Alverca, perto de Lisboa, ao primeiro campeonato de voo sem motor, que contou com a assistência técnica de um perito alemão.A 9 de Setembro de 1939, a Mocidade Portuguesa foi presenteada com quatro modernos planadores para reforço da sua esquadrilha.
Contrata-se como primeiro instrutor deste pioneiro curso o excelente piloto Eng. Karl Baur
com longa experiência e que anteriormente tinha ajudado a fundar as bases do voo á vela no Japão (Bauer será depois substituído pelo Capitão Quintino da Costa, por acordo com o AeCP).
Baur, teve como ajudante Hanz Stolz, e tomou a seu cargo a formação de dez alunos. Deu-lhes
cortês acolhimento (a Baur e aos alunos), emais uma vez, Pinheiro Corrêa, ao tempo com
funções de comando na Amadora. Seguiu-se pouco depois a visita de Hartman Lauterbacher,
lugar-tenente de Von Shirach ao tempo o Chefe das Juventudes Alemãs convite recíproco, oferecido pela Alemanha, para se deslocar a esse país uma missão da Mocidade Portuguesa - que Delgado anunciou pretender chefiar -, para um estágio de instrução de “voo à vela” (previsto para Agosto,
ou Setembro, de 1938).
Foi assim que, sob o lema “Conquistemos os céus"e sempre em estreita ligação com Alemanha Hitleriana, se começou a desenhar o nosso primeiro centro especializado para formação em voo à vela, primeiro na Amadora mas por muito pouco tempo, deslocando-se posteriormente para as encostas do Algueirão, onde funcionou a efémera Escola Bartolomeu de Gusmão, ensinando o voo e a construcção de planadores.
BIVAQUE MOCIDADE PORTUGUESA MODELO 1936-1940
Quintino da Costa, nomeado Tenente da Mocidade Portuguesa, tornou-se o primeiro grande divulgador do voo sem motor, e realça o entusiasmo que levou duzentos candidatos a concorreram para o primeiro “curso de aviação sem motor” e de como os instrutores alemães escolheram 14 dos candidatos mais velhos, para o iniciarem em 13 de Setembro de 1937
Em vez do “voo à vela” de Delgado (veja-se a RA, nº9, Junho, ano 1, 1938, pp 10-11) Quintino
utiliza um léxico menos ambicioso, fala-nos da aviação sem motor, de “voo sem motor”, ou
“avião sem motor” e …. de “pairador”!
A RA 11 (Agosto de 1938) divulga a partida para a Alemanha do Tenente Quintino da Costa e de
mais três graduados da Mocidade Portuguesa para frequentarem o curso de Instrutores de voo à vela.
A formação de Voo à Vela que se inicia com o regresso desses pioneiros consistia em: obter o
Brevet A, exigindo a realização de pelo menos três voos em linha recta, mantendo o rumo, com
mais de 30 segundos de duração; o Brevet B, que consistia em pelo menos cinco voos com
uma duração mínima de 60 segundos, com voltas à direita e à esquerda e em S (e até
Junho de 1938 apenas dois candidatos tinham conseguido esse Brevet B).
Em 10 de Outubro de 1940, é aprovado por Salazar a entrega de distintivos de planadores à Mocidade Portuguesa, conforme atesta o Diário da República de então.O modelo é exactamente igual ao Alemão,(Segelflieger-Abzeichen) apenas com a diferença, que o modelo Nacional, tinha a letra "P", (de pairador), enquanto no modelo Alemão a letra não existia.
Modelo Alemão (esq),Modelo Mocidade Portuguesa (dir)
MODELO ITALIANO INICIO ANOS 30 (creio que o Alemão, foi cópia do Modelo Italiano).O modelo espanhol também era muito parecido ao nosso, segundo fui informado.
(foto "My Militaria")
DIÁRIO DA REPÚBLICA DE 10 OUTUBRO DE 1940
Durante os anos da guerra, foram alguns grupos da MP, que se deslocaram à Alemanha para formação de voo sem motor.
Em 1943 regressa da sua formação em voo sem motor na Alemanha um outro grupo de
portugueses, o alferes Belmarço, Ildo Queiroz e,o famoso Galvão de Melo, que, muito
impressionado pela experiência, irá fazer uma propaganda entusiasmada do voo à vela,
defendendo a necessidade de estabelecer um aeródromo para a sua prática e o seu grande
interesse para a aeronáutica militar.
Simão Aranha, ex Viriato do Ar desde 1941, iniciara a exploração de uma magnífica encosta, em
Santa Íria da Azoia. Em Março de 1945 o Capitão Quintino da Costa e Simão Aranha
reiniciam a pesquisa de locais nessa zona, para instalar uma nova Escola de Voo sem Motor da
Mocidade Portuguesa.
PLANADOR
Nasceu assim o Grupo Aero Explorador Escola de voo sem motor de Santa Iria de Azoia, que, entre 1946 e 1959 (quando o crescimento do Aeroporto e do seu crescente movimento, inviabilizam este local), funcionou primeiro em Manjões (com alojamentos e Hangar), com interrupções de actividade a partir de 1950, e depois numa nova e famigerada escola no vale.
Em 1952 iniciara-se um malfadado projecto: as novas instalações da Escola de voo sem motor na Granja de Alpiatre-Concelho de Loures (perto do actual M.A.R.L), onde foi feito de raiz, um novo e vasto Hangar com 1100m, prevendo-se duas pistas adajacentes em terra batida.
INSTALAÇÕES JUNTO AO M.A.R.L
Em 1952 iniciara-se um malfadado projecto: as novas instalações da Escola de voo sem motor na Granja de Alpiatre-Concelho de Loures (perto do actual M.A.R.L), onde foi feito de raiz, um novo e vasto Hangar com 1100m, prevendo-se duas pistas adajacentes em terra batida.
INSTALAÇÕES JUNTO AO M.A.R.L
Fontes: Air Lomba net
Alemães em Portugal (1939-1945)
Viriatos Militaria
Alemães em Portugal (1939-1945)
Viriatos Militaria
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