sábado, 9 de fevereiro de 2013

70º ANIVERSÁRIO PARTICIPAÇÃO PORTUGUESA NA BATALHA DE KRASNY BOR






A história está repleta de episódios desconhecidos, ou apenas perdidos, no turbilhão de acontecimentos que se sucedem no ritmo vertiginoso da nossa época. A II Guerra Mundial é um daqueles momentos em que milhões de histórias são vividas num curto espaço de tempo, uns meros seis anos, ficando apenas no imaginário colectivo meia dúzia de nomes que correspondem a igual número de batalhas. A maioria dos portugueses conhecem ou já ouviram falar da Batalha de Inglaterra, no Desembarque da Normandia ou na Batalha de Estalinegrado. No entanto, a Batalha de Krasnyj-Bor dirá pouco, ou nada, à maioria.
A razão é simples: batalhas como a de Krasnyj-Bor ocorreram às centenas durante esse terrível conflito. Mas sabendo que aí combateram e morreram um punhado de portugueses, essa batalha deveria deixar de ser anónima e passar a figurar na nossa própria história, mesmo sendo apenas uma nota-de-rodapé.


                   CRUZ DE FERRO DE II CLASSE CONFERIDA A ALGUNS PORTUGUESES
              FIVELA DE CINTURÃO UTILIZADA PELOS PORTUGUESES-"GOTT MIT UNS"

Foi numa manhã fria, 10 de Fevereiro de 1943, dia fatídico a que os espanhóis da Divisão Azul chamam a Quarta-Feira Negra. Quatro divisões foram lançadas contra um regimento reforçado e durante todo o dia russos, espanhóis e portugueses mediram forças até se anularem mutuamente. Os russos falharam o objectivo de furar a defesa, por outro lado, para os espanhóis ficou claro que era uma guerra cara demais para aí continuarem. E Portugal? Nada, aqueles portugueses estavam por sua própria conta, não havia uma Missão de Observação a apoiá-los. Mas para os que lá estiveram esta batalha foi muito mais que uma nota-de-rodapé, basta referir um exemplo para se perceber o quão brutal foi a batalha. Na companhia que se encontrava na fronteira com a 4ª Divisão SS Polizei, encontravam-se três portugueses, em apenas 48 horas estavam os três mortos. Não foram os únicos, em todos os sectores atacados correu sangue português. Na planicie junto ao caminho-de-ferro, no interior da cidade, na estrada que ligava Leninegrado a Moscovo ou nas muitas trincheiras que povoavam todo o sector oriental. Atingidos por estilhaços ou tiros, foram-se somando aos que já antes tinham caido em Possad, Teremesz, Nikitkino, e em muitas outras terras cujo nome poucos conhecem em Portugal, mas que para estes homens se tornaram nas grandes batalhas dessa guerra. Neste domingo, 10 de Fevereiro de 2013, comemoram-se 70 anos de uma data em que portugueses caíram em combate numa guerra terrível, e esquecida
(Ricardo Silva)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

2ªGM PORTUGUESES NA WHERMACHT- FRENTE LESTE



Não poderia deixar de assinalar o artigo da Revista "Visão",do nosso colaborador e historiador Ricardo Silva, sobre os Portugueses na Whermacht, integrados na Divisão Azul.
Excelente artigo, sobre os Portugueses que combateram na Russia, durante a 2ªGM.Os motivos da partida destes homens para a frente Russa foram variados,e nem sempre foram por razões politicas.O artigo relata os factos como eles foram,sem facciosismos.É assim que tem de ser a história.No final de contas eram Portugueses, e muitos ainda estão hoje enterrados na Russia.Foram completamente esquecidos, até pelo regime do Estado Novo.
Por muito que custe a muitos, chegou pois a hora de contar a verdade, de falar deles.É a melhor "homenagem" que lhes poderemos prestar.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

PUNHAL G.I.L-"GIUVENTÙ ITALIANA DEL LITTORIO"

 

Foto "MUSEO VIRTUALE FRATELLI SGAGGERO"
 
A Giuventù Italiana del Littorio, (G.I.L), foi criada em 1937, para substituir a já existente "Opera Nazionale Balilla", que já tinha sido criada em 1926.
Eram conhecidos pelos "Balillas", em memória do herói Genovês, que em 1746, se opôs às forças de ocupação Austriacas, agredindo um Oficial Austriaco, tendo posteriormente desencadeado a revolta popular, culminando com a retirada das forças Austriacas, da cidade de Genova.
 
O punhal usado pelos Balillas, tinha apenas um significado de "combate", fazia parte dos uniformes dos mais velhos, e era apenas usado como "decoração".
Na 1ª GM, eram famosos os "ARDITI", que com os seus punhais, penetravam nas trincheiras Austriacas, e matavam assim os seus inimigos..Eram verdadeiras tropas de choque, e muito temidas pelo inimigo.O Punhal, foi assim, para a Itália Fascista, "um ícone", que lembrava as famosas incursões dos "Arditi", às trincheiras inimigas...Era sinónimo de coragem, e ardor patriótico.
 
 
ARDITI ITALIANI
 
Mais tarde, em 1933 a Juventude Hitleriana,(HJ) copia os Fascistas Italianos, fabricando também os seus proprios punhais, distribuindo-os também aos jovens alemães.
Saliento que alguns destes punhais foram distribuidos às delegações Portuguesas da Mocidade Portuguesa, quando das suas deslocações à Alemanha, em visita às Juventudes Hitlerianas.
A Mocidade Portuguesa, apesar de ter copiado muita coisa da Juventude Hitleriana, nunca utilizou os tais "punhais" como fazendo parte do seu "adorno" uniformológico.
 
                                   PUNHAL G.I.L Fez, Medalha, Insignia e fivela de cinturão
 
 
 
VIDEO G.I.L



 
Pelo tipo de fabrico deste punhal, diria que foi produzido, durante a Guerra, cerca 1940/1942
 
 
GRAVAÇÃO NA LÂMINA G.I.L
 
 

 
                                GRAVAÇÃO DO FABRICANTE "SCUOTTO" NAPOLI
 




domingo, 3 de fevereiro de 2013

"COMO VI O FIM DA GUERRA NA ALEMANHA"




Mais um livro, para a minha biblioteca,este de 1946, e escrito pelo Visconde do "Porto da Cruz".
Livro que nos relata de forma brilhante, o final da guerra, na Alemanha Nacional Socialista.
Fiquei curioso...e fiz uma pesquisa sobre este Visconde...

Quem era então este Visconde?

Visconde do Porto da Cruz, de seu nome Alfredo António de Castro Teles de Meneses de Vasconcelos de Bettencourt de Freitas Branco, nasceu a 1 de Janeiro de 1890, na Rua da Carreira nº 13, Funchal. Filho de Luís Vicente de Freitas Branco e de D. Ana Augusta de Castro Leal Freitas Branco.
Frequentou a Escola do Hospício e o colégio de D. Laura Estela.
Em 1901 parte para Lisboa onde estuda no Colégio de Campolide. Por motivo de doença, regressou ao Funchal onde veio a terminar o Curso do Liceu.
Mais tarde fez o antigo Curso Superior das Alfândegas, posteriormente designado Curso de Ciências Económicas e Financeiras.
Impulsionado pelo seu tio, João de Freitas-Branco, completou a sua formação literária.
Mais tarde matriculou-se na Universidade, mas envolveu-se com a conspiração monárquica, chefiada por Henrique de Paiva Couceiro e teve de emigrar para Espanha.
Durante 3 anos viveu exilado em Paris período após o qual resolveu viajar por toda a Europa.
Regressou a Portugal onde continuou os estudos universitários na Universidade de Lisboa, no Curso de Direito. Não chegou a finalizar o curso, uma vez que foi obrigado a cursar a formação de oficiais milicianos, concorreu à Escola de Guerra.
Foi um dos colaboradores de Sidónio Pais, tendo sido o primeiro a prender o assassino do referido político.
Durante a 2ª Guerra Mundial, esteve em Berlim ao serviço da Alemanha onde proferiu várias palestras ao microfone da Emissora de Berlim sob o título:”Pontos nos ii”.
Foi director da “Revista Portuguesa” e colaborou no “Diário da Manhã”, “Diário de Notícias, “Brotéria”, “Arqueologia e história”, “Das Artes e da História da Madeira”, entre outros.
Era sócio da Associação dos Arqueólogos Portugueses, do Instituto de Coimbra e da Academia Brasileira de Ciências Sociais e Políticas de São Paulo.
Publicou muitos folhetos e volumes de temática política, assim como novelas, etnografia, folclore, como poderá ser verificado na sua bibliografia.
Faleceu no Funchal a 28 de Fevereiro de 1962.



          VISCONDE DA CRUZ COM A CAMISA DOS "NACIONAIS SINDICALISTAS"

Que a documentação do Visconde do Porto da Cruz dá-nos, quando analisada no seu conjunto, provas inequívocas dos vários credos políticos que aquele professou ao longo da sua vida, é verdade! É certo também, que a figura de Alfredo de Freitas Branco ficou associada à história como um “homem revolucionário” e monárquico de formação, que veio, mais tarde, a abraçar o Sidonismo e o Nacional-Sindicalismo, bem como se metamorfoseou num convertido germanófilo e fervoroso seguidor de Sidónio Pais, Mussolini e Salazar. É lembrado ainda, como alguém que privou com figuras de nomeada, como Paiva Couceiro, mas também polémicas como Goebbels, aos quais o Visconde não se inibe de tecer generosos elogios a partir dos seus escritos biográficos.




                    ARMAS DO VISCONDE PORTO DA CRUZ


Aquando da revolta da Madeira contra a Ditadura, em 1931, o Visconde ajudou as tropas governamentais, colaborando com as suas acções,no combate contra os revoltosos.
O Visconde pertenceu ao comando Distrital do Funchal da Legião Portuguesa,da qual o Visconde do Porto da Cruz, era comandante de Lança.Pertenceu ainda a diversas associações Nacionalistas, e à União Nacional.



                Tropas Governamentais, vindas do Machico, em marcha,
               contra os revoltosos






sábado, 2 de fevereiro de 2013

70º ANIVERSÁRIO DA CAPITULAÇÃO DE VON PAULUS


                                                                   VON PAULUS


Hoje faz precisamente 70 anos que o 6ª Exército Alemão, se rendeu em Estalinegrado.
Fica aqui apenas a lembrança.
Honra a todos os que lá ficaram para sempre, sejam eles soviéticos, ou alemães.
Importa também não esquecer os Italianos, os Hungaros, os Romenos e os Croatas, que também por lá ficaram.

Ficam aqui algumas fotos de alguns relics, peças todas provenientes da "Bolsa de Estalinegrado", e que hoje "descansam", em terras bem mais quentes...em terra Portuguesa...





 
 

 
 
PRISIONEIRO ALEMÃO
 

sábado, 26 de janeiro de 2013

"A EPOPEIA DE ESPANHA"


Tive oportunidade de adquirir este livro "A EPOPEIA DE ESPANHA", uma publicação de 1942, em que nos fala da Guerra Civil de Espanha, segundo a óptica Nacionalista, onde são evidenciadas, as relações entre as duas Nações Ibéricas, Portugal e Espanha.
O livro realça a importância de Portugal, na vitória Nacionalista.
Presentes inúmeras fotos, incluindo uma breve biografia dos Generais Espanhóis Nacionalistas,fotos da guerra civil,bem como uma breve história sobre a Nação Espanhola.O livro oferece-nos de uma forma sintética e clara, alguma informação de relevo, para quem gosta de estudar este período da História, período esse bastante negro na História de Espanha.
Livro muito raro, e praticamente impossível de encontrar.Publico apenas algumas passagens do livro.








BIVAQUE FALANGISTA DISTINTIVO PORTUGUÊS DE APOIO NACIONALISTA

DISTINTIVOS FALANGISTAS



domingo, 20 de janeiro de 2013

KASSEL, ALEMANHA,FEIRA ARMAS DE COLECÇÃO

Boa Tarde,

Fica aqui a nota, para aqueles que gostam de armas de colecção, a Feira em Kassel , Alemanha, a realizar no próximo dia 19-21 Abril 2013.
O melhor e o maior evento da Europa, sobre este tema de Militaria.
Uniformes, distintivos, condecorações, também estarão presentes.




domingo, 6 de janeiro de 2013

DISTINTIVO "ACÇÃO ESCOLAR VANGUARDA"

Boa Tarde,


Como primeiro "post" do ano 2013, vou colocar um raríssimo distintivo da "ACÇÃO ESCOLAR VANGUARDA",(A.E.V) que, e para aqueles que ainda não sabem, foi a organização percussora da "MOCIDADE PORTUGUESA". A  A.E.V  nasceu em 1934, mas teve curta duração.
Este distintivo deve ter sido fabricado em 1934/1935.
Foi adquirido num leilão, pelo nosso colaborador José Marques.








Caso queiram saber mais alguma coisa sobre a Acção Escolar Vanguarda podem ver o link em baixo:

http://viriatosmilitaria.blogspot.pt/2011/12/accao-escolar-vanguarda-aev.html