quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

COISAS DA RÚSSIA (2)

Boa Noite,

Ontem chegaram-me mais umas coisas provenientes da "Bolsa de Estalinegrado" e que passo a descrever:

Placa de Identificação Italiana com cordão original: Encontrada na zona de Voronezh.
Pertencia ao soldado DE SIMONI SERGIO.
No website do Exército Italiano (data base Onorcaduti) encontra-se de facto o nome deste rapaz, conforme podem constatar na foto em baixo.Encontra-se sepultado em Uciostoie, no campo 56.Foi morto em 4/04/1943....com apenas 26 anos...muito provavelmente na sequência  da retirada Italiana da zona do DON, após a derrota alemã em Estalinegrado.





Quanto ás duas chapas de Identificação alemãs temos as seguintes:

L.A.E.ABT 176-"Leicht Artillerie Ersatz Abteilung 176"...Unidade esta pertencente à 76ª "Infanterie Division", e que foi aniquilada em Estalinegrado (posicionada na Zona Norte da Bolsa, como podem constatar, pelo mapa)
http://www.lexikon-der-wehrmacht.de/Gliederungen/Infanteriedivisionen/76ID.htm


N.194-"Infanterie-Divisions-Nachschubführer 194"-Unidade de Transporte e abastecimento da 94ª "Infanterie Division"...e que também foi aniquilada em Estalinegrado em 1 de Fevereiro de 1943.(posicionada a Norte da Cidade-Zona de Orlowka)
http://www.lexikon-der-wehrmacht.de/Gliederungen/Infanteriedivisionen/94ID.htm











terça-feira, 13 de dezembro de 2011

VISITA DE SALAZAR A SEVILHA-1942



Foi em Fevereiro de 1942, o encontro que definiu a sorte da guerra. Salazar encontra-se secretamente com Franco e obtém uma certeza: a não beligerância espanhola manter-se-á. O Presidente do Conselho de Ministros de Portugal saíra de Lisboa pela manhã. Ao almoço tinha lugar um insólito pic-nic.

Eram 10 da manhã do dia 10 de Fevereiro de 1942.
Ao chegar à Rua da Imprensa à Estrela para iniciar mais um dia habitual de funções, nesses tempos conturbados de guerra, o secretário de Oliveira Salazar, constata, perplexo, a ausência do Presidente do Conselho de Ministros. Mas pior: feitos uns contactos dentre os círculos que naturalmente deveriam estar a par de qualquer deslocação de Salazar, rapidamente se conclui que ninguém estava prevenido quanto a qualquer eventual saída ou motivo para ausência.
A situação assume foros de paroxismo quando se acrescenta ao rol dos faltosos mais um nome. Também o Director da PVDE, a antecessora da PIDE, o Capitão de Infantaria Agostinho Lourenço da Conceição Fernandes se não achava no seu posto, na Rua António
Maria Cardoso, nem na residência sita a Avenida Barbosa du Bocage.
Facto consumado! No maior segredo, nem aos mais íntimos confessando a sua intenção, Salazar partira essa manhã, de automóvel, acompanhado de Lourenço e de dois oficiais de segurança, rumo ao Sul de Portugal. Passado o Tejo pelas nove e meia, junta-se-lhe em Estremoz o Embaixador Pedro Teotónio Pereira, que para o efeito se deslocara de Madrid, onde chefiava a legação portuguesa junto de Franco. Retomada a marcha, pela hora do almoço os viajantes estão perto da fronteira.
Dá-se então o ainda mais inesperado. A um gesto de Salazar, o motorista estaciona num local retirado da estrada. Cumprindo um ritual pré estabelecido, abre a bagageira da viatura e dali retira um cesto. Dali sai, queiram ou não os circunstantes acreditar, o farnel para o almoço. Disposto a não dar nota da sua presença e a isso juntando uma economia de despesa, Salazar confunde-se com a paisagem e quais turistas acidentais em improvisado piquenique, satisfaz assim as exigências vitais. Os outros acompanham-no em respeitoso silêncio.
Filho de camponês, a refeição é frugal. E, no entanto, é um momento decisivo da História contemporânea que então se vive. Não adivinhariam os poucos passantes que ali, nesse “déjeneur sur l’herbre” estava a jogar-se o futuro de Portugal e a sorte da Segunda Guerra Mundial.
Salazar dirigia-se a Sevilha para um encontro com Franco.
Iriam ver-se pela primeira vez. E, no entanto, até ali, tinham estado sempre juntos. O encontro, ocorrido nessa noite no Alcazár, seria decisivo.

O ambiente político e militar de então não poderia ser mais carregado. A ameaça de envolvimento de Portugal no conflito militar que, desde há três anos, dilacerava a Europa, era cada vez mais iminente. O país havia definido desde o princípio das hostilidades uma política de neutralidade, ditada pela Aliança Inglesa e pela consideração que não poderíamos por causa dela hostilizar os britânicos nem por efeito dela guerrear os alemães.
Mas, na concepção de Oliveira Salazar, a neutralidade jogava-se igualmente na frente atlântica, envolvendo o destino dos Açores e de Cabo Verde, e no bloco peninsular, envolvendo uma concertação com a Espanha. Com o Governo de Madrid Portugal firmara, logo em 1939, um “Tratado de Amizade e de não agressão” e em Julho de 1940 um Protocolo Adicional. Dois anos volvidos, em 1942, o panorama estava diferente e mais complexo.

Aos riscos de uma invasão nazi, que Hitler prenunciara com o Plano Félix, sucedem-se, em cumulação, os riscos de uma invasão Aliada, pois certos sectores das “nações unidas” não queriam correr o risco de deixar um país estrategicamente tão importante como Portugal ao acaso de uma ocupação pelo Eixo e da subsequente perda de posição dos pontos nevrálgicos dos Açores e de Cabo Verde.
É nesta ambiência que se dá o encontro entre o Generalíssimo Francisco Paulino Hermenegildo Teódulo Franco Bahamonde, o “caudillo” de todas as Espanhas, e o Presidente do Conselho de Ministros de Portugal, Professor António de Oliveira Salazar.
À histórica conversa apenas assistiria Serrano Suñer, o recém-empossado Ministro das Relações Exteriores, líder da Falange e cunhado de Franco. O jogo é denso, quer por causa das pessoas em presença, quer por virtude das realidades políticas do momento.
Preparado para todas as eventualidades, Salazar não ignorava a manhosa habilidade de Franco que, em declarações sucessivas, parecia decisivamente inclinado para o lado do Eixo nazi fascista, enquanto, por outro lado, dava sinais contraditórios aos Aliados de que respeitaria a “não beligerância” que definira no advento do conflito.
Ainda para complicar a cena, no tablado da encenação política, Franco, que até então havia jogado no apagamento intencional da sua imagem, fazendo projectar à boca de cena, a do seu cunhado, Serrano Suñer, cuja germanofilia era mais do que patente, surpreendera agora tudo e todos com um golpe de asa, invertendo os papéis e assumindo agora um papel decisivo na condução dos negócios políticos exteriores. Mas, para além das aparências da encenação política, Suñer era, naquele encontro, uma peça decisiva.

O seu passado quando da elaboração do Protocolo Adicional ao Tratado de não agressão havia deixado marcas indeléveis da sua má vontade contra a posição portuguesa. Negociado secretamente entre Teotónio Pereira e Juan Beigbeder Atienza, o documento havia sido aprovado por Franco, mau grado a fria oposição de Suñer, que para o efeito não desdenhara mesmo o animar uma campanha de imprensa hostil a Portugal.

Perante isto, Oliveira Salazar não ignora que parte decisiva do que disser ou fizer deve também visar o convencimento do cunhado do Generalíssimo, pois é dele que poderá vir o obstáculo definitivo a qualquer acerto que então se faça. Neste particular a sua vitória pessoal foi total. No plano político, a situação também não é fácil para um alinhamento da Espanha com a pretensão portuguesa de subsistência da neutralidade comum.

Internamente, eram cada vez mais activas as forças do regime que, confiadas numa vitória nazi, clamavam por um alinhamento militar ao lado de Berlim, a que se juntavam quantos pretendiam a oportunidade para concretizar uma anexação política de Portugal, viabilizando assim a formação de um bloco ibérico, mais satisfatório aos apetites hegemónicos imperiais de Castela. Provocatoriamente, a Falange havia mesmo mandado imprimir, no Auxílio Social de Valladolid um mapa da península no qual Portugal aparecia como uma província de Espanha.

Exteriormente, a cada vez mais intensa colaboração militar dos Aliados com a União Soviética, aliciava o endémico anti-comunismo espanhol a não alinhar com aqueles que estão agora no mesmo campo dos vermelhos contra os quais se havia erigido, em três anos sanguinolentos, a guerra civil. No meio deste “albergue espanhol” Franco, prudente e ardiloso. Instintivamente, Salazar está convencido de que Franco, mau grado o espectáculo das suas declarações e das dos seus, não dará o passo final em favor de Hitler e apenas pretende sossegar o Führer, entretendo-o no eterno jogo das esperanças.
A origem de Franco explica a sua psicologia. Fiel ao dito “se vires um galego numa escada nunca saberás se vai a subir ou a descer”, Salazar conta com a indefinição do seu interlocutor e não espera dele mais do que sinais. Formal, a conversa entre os dois estadistas decorre com fluência. Em atenção a Salazar, Franco fala no seu dialecto de origem, o galego, absolutamente compreensível pelo seu interlocutor. Atento, Suñer surpreende-se pelo que lhe é dado observar.
Minado de preconceitos políticos, mas arguto observador, rende-se incondicionalmente ao Presidente do Conselho português. Em entrevista posterior com o Embaixador alemão em Madrid, não hesita em declarar a sua opinião. Para si, Salazar é um “homem extremamente simpático, extremamente bem-educado, culto, amável, duma perfeita dignidade”.
Mais tarde a amigos dirá que Salazar é “um homem de primeira ordem, com todo o rigor de um catedrático e a paixão de um místico”. Do lado de Franco o desconcerto é algo evidente. Cioso de um encontro com pompa e circunstância, fica desarmado por aquela discretíssima embaixada.

Uma década volvida, em 13.01.58, em entrevista ao jornal conservador francês Le Figaro, o Generalíssimo não esconderá os seus sentimentos acerca de Salazar que, para ele é “o mais completo e mais digno de respeito estadista que conheci. Olho-o como uma personalidade extraordinária pela sua inteligência, o seu senso político, a sua humanidade. O seu único defeito é a modéstia”.

Exercício de sedução, a conversa entre os estadistas não foi fácil. Violando a regra estratégica de que uma força cercada não faz manobras, Franco, fugindo para a frente, tenta convencer Salazar de que os Aliados preparam a invasão de Portugal, facto que a Espanha tomará então, a acontecer, como um acto de agressão contra si própria.
No plano interno, mostra a funda preocupação pela aliança dos Aliados aos comunistas, face ao que só a esperança de que o III Reich liquide a Rússia lhe dá algum alento. Inteligente, Salazar percebe o equívoco acerca da eventual vitória a Leste e desloca o problema para o campo onde poderá estar mais à vontade.

E adquire a certeza de que a única razão decisiva que fará a Espanha entrar na guerra contra os Aliados serão razões vitais de abastecimento, caso os víveres que lhe chegam através dos intencionais “buracos” ao bloqueio económico, se venham a mostrar insuficientes. E isso é algo que está ao alcance do Ministério da Guerra Económica (MEW) britânico definir. E a política de bloqueio aligeirou.
Regressado de Sevilha no dia seguinte, esgotado pela viagem e pela vertigem do que negociara, Salazar trazia a mais formidável certeza para o futuro próximo da guerra: sabe que a não beligerância espanhola se manterá.

O sucesso da cimeira, acompanhada, à distância, com grande expectativa, pela diplomacia britânica, inaugura uma prática sem precedentes na diplomacia peninsular que se desenvolverá nas duas décadas seguintes.


Encontros «Franco-Salazar»

• Encontro de Sevilha (11-13 de Fevereiro de 1942)
• Visita de Estado de Franco a Portugal (22-27 de Outubro de 1949)
• Visita ao Pazo de Meirás e ao Porto (26 e 27 de Setembro de 1950)
• Encontro de Ciudad Rodrigo (15-17 de Abril de 1952)
• Encontro de Ciudad Rodrigo (8-9 de Julho de 1957)
• Encontro de Mérida (20-21 de Junho de 1960)
• Encontro de Mérida (14 de Maio de 1963)

Imagens inéditas da visita de Salazar a Espanha,(Sevilha) durante a 2ªGM, em 1942.
Clip de Propaganda em lingua Portuguesa.(Jornal Português)

LINK:
Francisco Franco hosts António de Oliveira Salazar on visit to Spain in World War II

domingo, 11 de dezembro de 2011

MEDALHA ITALIANA-" 2ª DIVISIONE CC.NN.28 OTTOBRE LIBICA"

Este é o meu primeiro Post do mês de Dezembro...e incluo uma medalha da Divisão de Camisas Negras Italianas, a "28 Ottobre Libica", que foi aniquilada, no Norte de Africa, em 1943.
Junto ainda um curioso dicionário Alemão/Italiano, e que era oferecido às tropas Alemãs, para melhor entenderem os seus aliados...coisa que por vezes não era fácil...e vice versa...





Eis aqui o link (em lingua Italiana), onde poderão ler a História desta Divisão Italiana

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

LINEOL-FIGURAS "MADE IN GERMANY"

Boa Tarde,

A Lineol marca Alemã de brinquedos nasceu em 1906, tendo inciado com o fabrico de figuras de animais para Jardim Zoológico e com algumas figuras militares de escala de 9cm .A partir de 1928 adicionaram a escala de 6,5cm, e de 7,5 cm, em 1933. No inicio dos anos 30, e com a subida ao poder dos Nacionais Socialistas na Alemanha, em 1933, e com o Militarismo a que lhe estava subjacente a LINEOL, tornou-se famosa.A pouco e pouco, as figuras de 9cm foram abandonadas, e ganharam "espaço" as figuras de menor dimensão, como as de 7,5cm e até de 4cm, esta escala, aparecendo só em 1938.Em 1933 terminam a produção da escala de 6,5cm.
Estas figuras ficaram célebres com os soldadinhos de "pasta de madeira", que não eram mais do que um composto de pó de madeira/mistura de cola, tendo como "esqueleto" um arame, ou uma pequena estrutura em madeira. A base de todas estas figuras era de forma quadrangular, ou rectangular.
Os mais famosos são os Soldados Alemães, mas também fabricaram soldados de outras Nacionalidades, tais como Italianos,Japoneses,Hungaros,Romenos,etc...e...Portugueses, nomeadamente do Exército, Legião Portuguesa, e Mocidade Portuguesa.Hoje estas figuras fazem as "delícias" de muitos coleccionadores...e os valores de cada figura variam entre os 25Eur, e os 2000 Eur, no caso dos veículos...

                           CATÁLOGO DE 1938/1939


























                                                  
MOCIDADE PORTUGUESA-PORTA BANDEIRA


                                     LEGIÃO PORTUGUESA- PORTA BANDEIRA 





                                       LEGIÃO PORTUGUESA-BRIGADA NAVAL 
AVANGUARDISTA MOCIDADE PORTUGUESA


EXÉRCITO PORTUGUÊS

 CAVALARIA EXÉRCITO PORTUGUÊS


terça-feira, 29 de novembro de 2011

CONGRESSO INTERNACIONAL 70º ANIVERSÁRIO DIVISÃO AZUL-PORTUGUESES NA FRENTE LESTE...

Boa Noite,

Realizou-se no passado dia 27,28, e 29 de Outubro, o Congresso Internacional, comemorativo do 70ºAniversário da Divisão Azul.Entre os vários presentes esteve o Português e investigador Ricardo Carvalho da Silva.
Não posso deixar de enaltecer a presença de Ricardo neste congresso, pois foi o único Português, que até à data se disponibilizou, em estudar e divulgar, a presença de poucas centenas de Portugueses, que combateram por motivos vários, durante a 2ªGM, na Divisão Azul. Esperemos todos que a divulgação seja feita através de livro, que se tudo correr conforme planeado poderá sair no próximo ano de 2012.






sábado, 19 de novembro de 2011

DIVISIONE MOTORIZZATA "TRIESTE"

Boa Noite,

Tenho na minha colecção um raro distintivo pertencente à Divisão Motorizada Italiana "Trieste"..
Esta Divisão distingiu-se particularmente na Frente do Norte de Africa, onde participou na Batalha de El Alamein.
Fica aqui a história desta Divisão em lingua Italiana.


LIVRO QUE FALA DESTA DIVISÃO




101a Divisione di fanteria "Trieste"


Trae origini dalla Brigata "Sicilia" costituita il 16 aprile 1861 che ha alle sue dipendenze organiche il 61° e il 62° Rgt. fanteria e sciolta nel 1871. In esecuzione della legge 11 marzo 1926 sull'ordinamento dell'esercito, che prevede la costituzione delle brigate su tre reggimenti, il 15 ottobre assume il nominativo di VIII Brigata di Fanteria e inquadra, oltre al 61° Rgt. Fanteria e al 62° Rgt. Fanteria, anche il 65° Rgt. Fanteria Valtellina. La brigata e il 46° Rgt. Artiglieria da Campagna entrano a far parte della Divisione Militare Territoriale di Piacenza (8a). Tale grande unità nel 1934 assume il nominativo di Divisione di Fanteria del Po (8a), nominativo che si estende anche alla brigata che diventa Brigata di Fanterìa del Po (VIII). Nel 1935 cede il 46° Rgt. Artiglieria alla Divisione Trento e contemporaneamente inquadra al suo posto il 21° Rgt. Artiglieria per Divisione di fanteria. Tra il novembre 1936 e il maggio 1937 cede prima il 62° Rgt. Fanteria e poi il 61° Rgt. Fanteria sempre alla Divisione Motorizzata Trento e riceve dalla Divisione di Fanteria Fossalta (16a) il 66° Rgt. Fanteria Valtellina. Con il 65° Rgt. Fanteria, il 66° Rgt. Fanteria e il 21° Rgt. Artiglieria costituisce nel 1936 la Divisione Motorizzata Po. Nel 1938 riceve alle dipendenze anche l'8° Rgt. Bersaglieri. Il 2 gennaio 1939 assume il numero ordinativo di 101a e il 4 aprile dello stesso anno cambia denominazione e con le stesse unità da vita alla Divisione Motorizzata Trieste (101a).

Guerra 1940-43

1940 - Il 21 giugno, all'inizio delle operazioni al fronte occidentale, i reparti della Divisione - benché in riserva del Corpo d'Armata Alpino - operando nella Valle d'Isère sono tra i primi ad entrare in azione sulla direttrice di attacco Colle Piccolo S. Bernardo-Bourg St. Maurice. Nei giorni successivi la divisione spinge le sue colonne oltre confine e il 24 giugno, al momento della cessazione delle ostilità, le stesse hanno raggiunto Séez, Les Chavannes e il Colle di Traversette. Nel mese di novembre la Divisione Puglia e viene impiegata per l'organizzazione della difesa costiera nella zona di Lecce, ad eccezione del comando della divisione, del 21° Reggimento Artiglieria e di unità dei Servizi che sono trasferiti al fronte greco-albanese. I gruppi del 21° vengono subito impiegati presso unità diverse, mentre dal comando della divisione, alla fine di dicembre, viene a dipendere una Divisione Alpina Speciale, inserita nel Corpo d'Armata Speciale.

1941 - Il 28 marzo il Comando Divisione si riunisce con i reparti rimasti in Italia. Nel mese di agosto, la Divisione riceve ordini di destinazione e si trasferisce in A.S. raggiungendo la zona di operazioni in ottobre. Inquadrata nel Corpo d'Armata di Manovra è inviata prima nella zona di Segnali, per proteggere il fianco destro delle truppe che investono Tobruk, e successivamente nei pressi di Bir Hacheim per fronteggiare eventuali attacchi avversari da est e sud-est. Il 24 novembre viene spostata a sud di Tobruk ove fronteggia le forze inglesi in aspri combattimenti che si protraggono per più giorni, riuscendo a sventare il tentativo di sbloccare la piazzaforte. Iniziato il ripiegamento, alla Divisione Trieste è affidato il compito di protezione del grosso e si impegna in combattimento a Bir Bellafaa (a sud di Acroma), a Sidi Breghisch, ad Alem Hamsa e a Soluch.

1942 - Nel corso della seconda controffensiva italo-tedesca, la Divisione combatte il 22 gennaio ad Agedabia ed a fine mese protegge Bengasi riconquistata. Il 26 maggio all'inizio della seconda fase della controffensiva combatte a Bir Belafarit, contro preponderanti forze corazzate avversarie, ed il 29 raggiunge dopo aspri combattimenti la zona di Got el Ualeb e qui prende parte il 1° giugno alla eliminazione delle forze inglesi racchiuse in una sacca. Dall'8 all'11 giugno la «Trieste» concorre all'investimento di Bir Hacheim difesa dalla Divisione «Francia Libera» ed il 19 giugno raggiunge le posizioni per l'attacco a sud-est di Tobruk dove è impegnata in violenti combattimenti. Prosegue poi l'avanzata verso Sidi Ornar, Marsa Matruh, El Alamein attestandosi poi in territorio egiziano. Nel corso dell'offensiva britannica, iniziata il 24 ottobre, è schierata nella zona Alani Burt Sabai el Gharbi. Il 30 ottobre, dopo un breve periodo di riordinamento, la divisione torna in linea nel corso della battaglia di El Alamein ed è schierata nel settore nord in zona Alarti Burt Sabai el Gharbi. La notte del 2 novembre ha inizio l'azione decisiva britannica, che ha per risultato l'apertura di una breccia di 4-5 km nella zona tenuta dal 65° Reggimento Fanteria; per tutta la giornata, ai margini di tale breccia, imperversa violenta la battaglia con gravissime perdite da entrambe le parti. Il 4 novembre, riescono a disimpegnarsi e a ripiegare su Fuka il Comando ed il 66° Fanteria; quest'ultima unità entra a far parte della retroguardia a protezione del ripiegamento generale che si protrae sino al raggiungimento della linea del Mareth in Tunisia.

1943 - Nel mese di febbraio l'unità si riorganizza e forma nuovamente il 65° e 66° Fanteria ed il 21° Artiglieria con il concorso dei superstiti nuclei di altre grandi unità. Inquadrata nella 1a Armata in Tunisia partecipa a quattro grandi scontri nelle zone di Mareth-El Hamma il 17-30 marzo, a Uadi Akarit-Chotts il 5-6 aprile, Enfidaville il 19-30 aprile e il 9-13 maggio subendo ancora gravi perdite. Si arrende il mattino del 13 maggio assieme a tutta la 1a Armata e viene considerata sciolta in zona di operazioni per eventi bellici.